
Dono do Banco Master volta a ser alvo de operação da Polícia Federal
Investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras e aprofunda análise sobre a atuação do empresário e de empresas ligadas ao grupo
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (14), no âmbito de uma investigação que apura possíveis irregularidades no sistema financeiro. A ação faz parte de uma nova fase do inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal e envolve o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banqueiro e a pessoas próximas.
De acordo com as investigações, a Polícia Federal (PF) apura indícios de crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, relacionados à condução de operações financeiras do banco e de empresas vinculadas ao grupo econômico comandado por Vorcaro. Nesta etapa, os investigadores buscam ampliar o conjunto de provas e aprofundar a análise sobre a circulação de recursos e a estrutura das operações sob suspeita.
O empresário ganhou notoriedade no mercado financeiro após assumir o controle do Banco Master, que passou por um período de crescimento acelerado. Ao mesmo tempo, a instituição entrou no radar de órgãos de fiscalização, diante de questionamentos sobre a emissão de títulos, a solidez das operações e o cumprimento das normas regulatórias.
A apuração teve um avanço significativo no ano passado, quando o empresário chegou a ser preso preventivamente, mas deixou a custódia após decisão judicial, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Desde então, o caso segue em andamento, com novas diligências para identificar responsabilidades e eventuais irregularidades.
A defesa de Vorcaro afirma que ele nega qualquer prática ilegal e sustenta que suas atividades sempre estiveram dentro da legalidade. O Banco Master também já foi alvo de intervenções do Banco Central, que apontou fragilidades na gestão da instituição. As investigações continuam e novas etapas não estão descartadas.
Foto: Claudio Gatti/Brazil Economy