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Autoridades alertam: identidade digital não substitui documento físico em viagens internacionais
Mesmo com a nova Carteira de Identidade Nacional, brasileiros ainda precisam apresentar versão impressa para entrar em países vizinhos
O processo de implementação da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), instituída pelo Decreto nº 10.977/2022, ainda gera dúvidas entre os brasileiros, especialmente quando o assunto é viagem internacional. Apesar da modernização do documento e da possibilidade de acesso em formato digital pelo aplicativo gov.br, a versão eletrônica não substitui a física nos postos de imigração.
A nova CIN adota o CPF como número único de identificação e pode ser emitida tanto em papel quanto em versão digital. O prazo de transição vai até 2032, o que significa que o RG tradicional permanece válido em todo o território nacional até essa data, desde que esteja em bom estado e permita a identificação do titular.
Dentro do Brasil, tanto o RG antigo quanto a nova CIN — física ou digital — continuam sendo aceitos normalmente para embarques e demais atos civis durante o período de transição.
Já para viagens aos países do bloco do Mercosul e seus associados — como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia — a exigência é diferente. Nesses casos, é obrigatório apresentar a identidade em formato físico. A versão exclusivamente digital não é considerada válida para entrada nos países.
A orientação também inclui atenção ao estado do documento. Carteiras com foto muito antiga, rasuras, danos ou má conservação podem ser recusadas pelas autoridades migratórias, o que pode impedir o embarque ou a entrada no destino.
A recomendação para quem planeja viajar é simples: mesmo que já tenha emitido a nova CIN e utilize a versão digital no dia a dia, é essencial portar a carteira física ao cruzar fronteiras internacionais na América do Sul.